Um futuro onde se encontramos toda a energia que precisamos à distância de um abraço.
Nuno Simões, Educador

O ano é 2041, tenho 65 anos. Os meus filhos têm 37, 34, 23 e 22 anos. Tenho 3 netos com 8, 5 e 2 anos. Vivemos num mundo de abundância energética mas quase nenhum desperdício. Captamos energia do Sol, da terra, do vento, do mar e do átomo. Consumimos o necessário, guardamos um pouco, aplicamos o resto na captação de Metano e Dióxido de Carbono do ar. Ficámos muito bons a devolver à terra o que lhe retirámos. Revertemos o processo de nos envenenar e colocar em perigo iminente.

Usamos os campos de forma responsável e sustentável. Aprendemos a usar o mar como parceiro, na produção de algas que alimentam pessoas e animais, sem ocupar florestas e ecossistemas que estão de novo em crescimento.

Não precisamos explorar novos minérios. Temos tudo o que precisamos nos aterros e sucatas de 2 séculos de extracção. 95% dos carros foram convertidos em meios de transporte suaves, reactores e compressores.

As máquinas fazem o trabalho pesado e alguns de nós tratam de as manter, trocar e programar. Foi uma transição difícil, como foi a chegada do comboio, do tractor, do computador - e já há 20 anos não nos imaginávamos sem eles. Hoje temos mais tempo para nos cuidarmos física, intelectual, emocional e socialmente. Apenas necessitamos de 1 em cada 10 hospitais que existiam no início do século. Andar de bicicleta curou 90% das doenças metabólicas e demências.

Vivemos um boom de ideias, arte e cultura. Resolvemos a guerra, a fome, a doença, o frio, o calor e o tédio.

Toda a gente respeita o seu orçamento diário de 24 horas. Toda a gente sabe ordenar prioridades e está comprometida com o seu rumo. Toda a gente modela o comportamento e motivação que gostaria de ver nas crianças. Todos os dias se tenta melhorar um bocadinho.

Depois de uma saga pelo infinitamente grande, fomos encontrar as melhores soluções no infinitamente pequeno. Os nanobots, os nanotubos, a fusão nuclear… mas também o mindfulness, a respiração, os micronutrientes. Encontramos toda a energia que precisamos à distância de um abraço.

Fizemos um longo caminho e mal posso esperar pelos próximos 20 anos, que estão já aqui à porta. Uma coisa é certa - a bicicleta que comprei esta semana nessa altura será uma clássica e poderei passá-la ao meu bisneto mais novo, idealmente cheia de histórias e aventuras.

Nuno Simões, Educador
Empreendedor em série com comprovado histórico de trabalho na indústria de gestão educacional. Suporte direto e treino a 23 aberturas de franquias ao redor do mundo. Co-fundador da Gymboree Play and Music Portugal e Brasil. Co-fundador do Lemonade Festival, o primeiro evento de empreendedorismo de educação infantil em Portugal com dezenas de parceiros e milhares de visitantes. Mentor de startups em tecnologia, inovação e educação. Pai de quatro filhos. Com uma verdadeira paixão pelo desenvolvimento humano. Encontrar a sabedoria adequada para modelar o comportamento certo. Enquadramento de inputs para alimentar os 4 vetores principais de suporte: Físico, Emocional, Intelectual e Social. Tornar a paternidade e a educação infantil divertidas e sofisticadas.
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A ADENE é a agência nacional para a energia, com uma missão centrada nas pessoas e a ambição de reforçar o posicionamento de Portugal na descarbonização, é um parceiro ativo da transição energética, fortalecendo parcerias, dinamizando a política pública e estando mais próximo dos cidadãos. Com toda a energia!
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